quarta-feira, 23 de maio de 2012

Entrevista / CAMPO

Entrevista com Maria Inês Bittencourt, psicóloga e professora do Departamento de Psicologia da PUC-Rio.




J.M: Quais a senhora pensa que são as principais causas dos transtornos mentais da “atualidade” (depressão, ansiedade, síndrome do pânico...)?
M.I. : Na época atual, os sintomas de pânico, a ansiedade e a depressão são frequentemente relacionados com as condições de vida em que o  individualismo exacerbado coloca as pessoas em situações de desamparo. As relações afetivas são muitas vezes prejudicadas pelas exigências de perfeição e pelo narcisismo . Há uma enorme cobrança em todos os sentidos: sucesso profissional, beleza, juventude, etc. Não há lugar para o erro, as falhas.O surgimento dessas patologias responde ao fracasso na busca destes objetivos quando as pessoas não possuem uma estrutura psíquica mais fortalecida e preparada para a realidade da vida. É significativo também o fato de que na atual cultura do prazer a todo custo, qualquer sentimento de tristeza é nomeado “depressão” e se busca a solução pela medicalização.

J.M: Existe(m) algum(ns) sintoma(s) em comum entre esses transtornos?
M.I: Cada um tem seus sintomas específicos, mas a ansiedade existe em todos eles. Também em comum é o sentimento de vazio, de desamparo e de falta de perspectiva de solução.

J.M: Esses problemas sempre existiram e agora estão tendo mais destaque ou são transtornos recém-descobertos?
M.I: Sempre existiram mas são favorecidos na cultura do individualismo, da imagem, do consumo. 

J.M: A senhora acha que as pessoas são bem informadas em relação aos transtornos e conseguem identifica-los como psicológicos ou acha que muitos pensam ser doenças físicas?
M.I: Às vezes precisam de uma ajuda psicoterapeutica para descobrirem que são psicológicos, principalmente no pânico.

J.M: Qual a faixa etária e sexo mais afetados por esses males? 
M.I: Afeta igualmente homens e mulheres.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Livros sobre Problemas Psicológicos / BIBLIOGRÁFICA

1 - Enciclopedia de Problemas Psicologicos - Clyde M. Narramore
2 - Problemas Psicologicos da Adolescencia - Helene Deutsch
3 - A Força dos Sentimentos - Maria Cristina Milred
4 - Problemas Psicológicos Atuais - Emilio Mira Y López


domingo, 13 de maio de 2012

Sintomas Neuróticos da Ansiedade / INTERNET


Os sintomas neuróticos de ansiedade incluem sintomas físicos e psíquicos.
Quando falamos em sintomas psíquicos, correspondem a formas de tensão, apreensão, medo e preocupação que acometem o indivíduo.
Desta forma, a pessoa com esse distúrbio se sente inquieta, com dificuldade de concentração, se irrita muito fácil, sente-se fadigado, mal humorado, como se estivesse prestes a enfrentar uma catástrofe.
Esse transtorno psicológico deixa a pessoa em estado de alerta o tempo todo, apresenta transtornos do sono, não consegue dormir, diz que as preocupações ficam “girando” o tempo todo em sua cabeça.
Estes sintomas podem evoluir para uma crise de angústia ou de pânico de curta duração ou de maior intensidade.
Como sintomas físicos aparecem vertigens, tonturas, náuseas, aperto (nó) na garganta, peso na cabeça, respiração ofegante, palpitações cardíacas, alterações de pressão, dispnéia, suor, tremores pelo corpo, expressão de terror no rosto, complicações gástricas, etc.
Os sintomas neuróticos de ansiedade geralmente se desenvolvem em pessoas portadoras de caráter ansioso, ou seja, pessoas que encaram a vida com apreensão, socialmente inseguras, pessimistas e negativistas.
Situações vivenciais, perdas significativas, problemas conjugais, crises financeiras e outros conflitos mais sérios, ou ainda, doenças físicas, podem precipitar nestas pessoas um quadro clínico de ansiedade, embora em alguns casos, os sintomas apareçam sem que nenhum fator significativo possa ser evidenciado.
A psicoterapia é um dos tratamentos indicados para a ansiedade e em casos mais graves é necessário remédios psiquiátricos. Técnicas de relaxamento e de respiração são estratégias úteis para auxilio e controle das crises de ansiedade.

Retirado do site: http://www.psicologiananet.com.br/transtornos-psicologicos-sintomas-neuroticos-de-ansiedade/868/

Projeto de Mídia e Divisão de Tarefas


Divisão de Tarefas

Pesquisa bibliográfica: Marina Viveiros

Pesquisa de campo: Jessica Rodrigues


Pesquisa na internet: Jessica Rodrigues / Marina Viveiros




Projeto de Mídia

Pensamos em uma ponte entre a divulgação na universidade e o blog que permite que a comunidade tenha uma visão mais “humanitária científica e amorosa” ao longo do processo. A troca de experiências é parte fundamental desse processo de mudar as formas de ver, pensar e agir.


Nossa proposta é criar um fórum virtual sobre o tema escolhido pelo grupo, que é: Problemas Psicológicos da Atualidade. Acreditamos que através do fórum poderiam acontecer discussões bastante produtivas. Como o tema envolve muitas questões pessoais, talvez algumas pessoas não quisessem se expor de alguma outra maneira. Como a internet permite a anonimidade, seria um bom espaço para a participação de um grupo grande de pessoas.


Acreditamos que o fórum permite uma troca de experiências muito rica. A partir do fórum, faríamos divulgações do blog como uma fonte de informação e conhecimento sobre os diferentes tipos de transtorno, como a ansiedade e a depressão.


Para anunciar o fórum e consequentemente o blog com uma ação interna dentro da PUC, pensamos em utilizar o espaço do PUC Urgente, a TV Pixel e a TV PUC. O PUC Urgente é um jornal de circulação interna semanal. Muitos alunos pegam o jornal para ficar por dentro das oportunidades oferecidas pela universidade. A partir daí, com um pequeno anúncio, conseguiríamos atingir um bom público. A TV Pixel é um canal informativo que passa em um televisor que fica acima dos elevadores. Dessa forma, os alunos que estão esperando na fila acabam observando as notícias que passam. Como esses dois meios são bastante divulgados na universidade, fica mais fácil atingir um público maior pois a pessoa não precisa correr atrás da notícia. A notícia vem até ela. A TV PUC é alimentada por pautas não só da universidade como também da cidade do Rio. Seria interessante “vendermos” a pauta do blog para eles para que incluíssem na grade de matérias do programa.

Considerações Psicológicas sobre a Obesidade Mórbida / INTERNET


Perfil do paciente obeso: muitos obesos mórbidos já conseguiram emagrecer e até chegaram ao peso ideal, após internações em spas, dietas, atividade físicas e psicoterapia. Entretanto, a grande maioria recuperou o peso e alcançou patamares ainda maiores. A regra geral é o insucesso dos diversos tipos de tratamentos clínicos, principalmente quando se trata da manutenção do peso perdido em longo prazo. Apenas 20% dos que emagrecem conseguem manter o peso por mais de 1 ano, e somente 5% depois de 5 anos.

Culpa: O obeso, além de carregar todo o seu peso, freqüentemente carrega a culpa e a responsabilidade por sua obesidade. A nossa sociedade supervaloriza a magreza e promove julgamentos sociais negativos em relação ao obeso. Adjetivos como feio, relaxado e preguiçoso são ouvidos pelos obesos, como se eles fossem responsáveis pela sua obesidade por falta de vontade e autocontrole. Todavia, ninguém é obeso por escolha, e a obesidade não tem nenhuma relação com falta de vontade.

Alterações psicológicas: No desenvolvimento físico dos homens e mulheres os fatores psicológicos e sociais são importantes. A obesidade altera não só os aspectos físicos, mas também os psíquicos e sociais.
Na maioria dos obesos mórbidos há alterações psicológicas que são importantes no desencadeamento e manutenção da obesidade. O obeso tende a substituir os mais variados desejos pela comida.
O emocional é abalado pelas dificuldades, limitações, discriminações e pelo sofrimento de ser obeso.
Há pessoas que têm dificuldades na elaboração psíquica e associam ansiedade, depressão, medo, angústia e outros estados afetivos a modificações no padrão de ingestão alimentar. Quando enfrentam situações que provocam desequilíbrios emocionais – primeira menstruação (menarca), casamento, gravidez, perdas de parentes, separações – essas pessoas têm o impulso de ingerir grandes quantidades de alimentos, como escape para um alívio momentâneo da tensão interna.

Cirurgia bariátrica e as emoções: a cirurgia gástrica redutora provoca o emagrecimento e impossibilita o hábito do paciente de aliviar suas tensões internas pela ingestão volumosa de comida.
O emagrecimento acentuado provoca transformações e requer adaptações nos relacionamentos familiares, afetivos, sexuais, sociais e profissionais.
Entretanto, as dificuldades de lidar com as emoções não são modificadas pela cirurgia, e se não forem tratadas adequadamente a tendência é que outras “ saídas” sejam encontradas pelos pacientes, o que poderá impedir o sucesso do tratamento.

Cirurgia, psicologia e mudanças: O contato com o psicólogo se faz importante para a orientação, informação e o apoio ao paciente que vai se submeter à cirurgia. O paciente naturalmente está cheio de expectativas e muito ansioso, certo de ter encontrado a “solução mágica” para seu angustiante problema de obesidade, algo que vem procurando há tanto tempo.
A cirurgia é comprovadamente o melhor tratamento para a obesidade mórbida, mas o resultado dependerá da colaboração ativa do paciente no pós-operatório. A cirurgia reduz drasticamente o peso corporal, o que provoca mudanças importantes na maneira do paciente agir. Ele terá que se reorganizar, se reestruturar.
Os obesos mórbidos têm alta incidência de conflitos psicológicos, e necessitam de avaliação e tratamento por profissional capacitado. Isso é fundamental no pré- operatório, e muitas vezes também acompanhamento no pós-operatório.
A psicologia pode auxiliar o paciente a conhecer e a compreender melhor a si mesmo, a aderir de forma mais eficiente às recomendações médicas, envolvendo-se e tornando-se responsável pela criação de uma nova identidade, e pela participação efetiva no processo de emagrecimento.

O obeso depois da Cirurgia: A cirurgia não é um processo passivo. Ela provoca uma série de transformações que afetam a relação do indivíduo consigo próprio e com os outros. Tudo dependerá do modo como o obeso se relaciona com a comida, o lugar que a comida ocupa na sua vida: prazer, gratificação, agressividade autodirigida. Quando essa relação é bloqueada pela cirurgia, o paciente busca alternativas.
O corpo, que até então era ignorado, ou mesmo rejeitado, passa a estar em evidência e se torna alvo de elogios e comentários. Por outro lado, algumas dificuldades emocionais que estavam encobertas pela “capa de gordura” tendem a surgir e os conflitos básicos emergem.
Novas atividades sociais requerem uma nova aprendizagem. Muitas das responsabilidades de que eram poupados por falta de condições físicas e pelas limitações que a obesidade impunha, colocam os pacientes diante de situações nunca vividas. Na realidade, a obesidade era um manto protetor!
Deixar de ver a vida “passar pela janela” passivamente, para tornar-se agora participante ativo, pode ser angustiante e provocar ansiedades.
O papel da psicologia em relação à obesidade é, em alguns aspectos, muito mais artístico do que científico, porque auxilia a transformar opiniões, o que é uma forma de arte, de criação. A psicologia permitirá o paciente a ter uma nova visão do mundo, para que ele possa ousar um novo caminho.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Síndrome do Pânico / CAMPO


Você sabia que existe uma associação nacional da Síndrome do Pânico? Pois é. Tem filiais no RJ, em SP, no RS e em GO.





OBJETIVO GERAL
a) Orientação e atendimento aos portadores da Síndrome do Pânico, familiares e voluntários que prestam serviços aos portadores, todos assistidos pela equipe multidisciplinar de psicólogos, médicos, assistente social, psicopedagoga e advogado quando necessário, encaminhamento a outros profissionais da área de saúde.
b) A Associação Nacional da Síndrome do Pânico compõem-se de pessoas físicas ou jurídicas regularmente admitidas, ou número ilimitado, sem distinção de cor, sexo, nacionalidade, profissão e credo religioso ou político.

c) Possibilitar atendimento psicológico a paciente com Síndrome do Pânico, a seus familiares e a voluntários que prestem serviços aqueles pacientes.

d) Propiciar apoio espiritual multiconfessional a essas pessoas, respeitando o credo de cada um.

e) educar e informar a comunidade em geral e formar pessoal especializado, através de palestras, cursos, seminários e outros meios sobre temas relacionados à Síndrome do Pânico.

f) Buscar integração, bem como intercâmbio científico com os diversos grupos que desenvolvem pesquisas e serviços na área.

OBJETIVO ESPECÍFICO
- Orientação sobre a doença aos portadores e a comunidade em geral
- Grupos de auto-ajuda dos portadores da Síndrome do Pânico.
- Grupos de Orientação familiar.
- Palestras.







O problema visto de perto / INTERNET

Blog super interessante com relatos de uma pessoa que sofre de depressão e síndrome do pânico: http://mentelouca.blogspot.com.br/